DA COR A COR INEXISTENTE ISRAEL PEDROSA PDF

Tal situao caracteriza a refletividade metlica. Israel Pedrosa teve o sonho mais nobre que um artista pode ter; ele sonhou em pintar com a luz. No trivia or quizzes yet. Get A Copy. Refresh and try again. Other editions.

Author:Dugal Kagor
Country:Samoa
Language:English (Spanish)
Genre:Education
Published (Last):4 January 2004
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Ah, se elas nos tivessem sido ensinadas em nossa juventude! Seu aparecimento est condicionado, portanto, existncia de dois elementos: a luz objeto fsico, agindo como estmulo e o olho aparelho receptor, funcionando como decifrador do fluxo luminoso, decompondo-o ou alterando-o atravs da funo seletora da retina.

Em vrios idiomas existem vocbulos precisos para diferenciar a sensao cor da caracterstica luminosa estmulo que a provoca.

Em ingls, a sensao colour vision e o estmulo, hue. Em francs, teinte designa o estmulo, qualifi- cando-o, em oposio ao dado subjetivo couleur. Em portugus, o melhor termo para essa caracterstica do estmulo matiz, diferenciando-a da sensao denominada cor. Em linguagem corrente, em quase todos os idiomas, a palavra cor designa tanto a percepo do fenmeno sensao como as radiaes luminosas diretas ou as refletidas por determinados corpos matiz ou colorao que o provocam.

Cor-luz, ou luz colorida, a radiao luminosa visvel que tem como sntese aditiva a luz branca. Sua melhor expresso a luz solar, por reunir de,forma equilibrada todos os matizes existentes na natureza.

As faixas coloridas que compem o espectro solar, quando tomadas isoladamente, uma a uma, denominam-se luzes monocromticas. Cor-pigmento a substncia material que, conforme sua natureza, absorve, refrata e reflete os caios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela.

O que faz com que chamemos um corpo de verde sua capacidade de absorver quase todos os raios da luz branca incidente, refletindo para nossos olhos apenas a totalidade dos verdes.

Se o corpo verde absorvesse integralmente as outras faixas coloridas da luz azul, vermelho e os raios derivados dessas , e o mesmo ocorresse com o vermelho, absorvendo as faixas verdes e azuis, e com o azul, absorvendo a totalidade dos raios vermelhos e verdes, a sntese subtrativa seria o preto.

Quem primeiro explicou cientificamente a colorao dos corpos foi Newton, denominando- a de cores permanentes dos corpos naturais. Suas experincias basearam-se na observao do cinabre vermelho e do azul-ultramarino, iluminados inicialmente por diferentes luzes homogneas, e depois por luzes compostas. Da concluiu que os corpos aparecem com diferentes cores que lhes so prprias, sob a luz branca, porque refletem algumas de suas faixas coloridas mais fortemente do que outras.

Comumente, chamamos cores-pigmento as substncias corantes que fazem parte do grupo das cores qumicas. Segundo Goethe, cores qumicas "so as que podemos criar, fixar em maior ou menor grau e exaltar em determinados objetos e aquelas a que atribumos uma propriedade imanente. Em geral se caracterizam por sua persistncia. Em razo do que antecede, em outros tempos designavam-se as cores qumicas com eptetos diversos: colores propi, corporei, materiales, veri permanentes, fixi.

Se neste entram apenas os elementos fsico luz e fisiolgico o olho , naquele entram, alm dos elementos citados, os dados psicolgicos que alteram substancialmente a qualidade do que se v. Exemplificando, podemos citar o fato de um lenol branco nos parecer sempre branco, tanto sob a luz incandescente amarela como sob a luz violcea de mercrio, quando em realidade ele to amarelo quanto a luz incandescente, quando iluminado por ela, como to violceo quanto a luz de mercrio que o ilumina.

Na percepo distinguem-se trs caractersticas principais que correspondem aos parmetros bsicos da cor: matiz comprimento de onda , valor luminosidade ou brilho e croma saturao ou pureza da cor. Guiados pelos dados perceptivos, os estudiosos do assunto puderam iniciar um levan tamento de classificao e nomenclatura das cores, segundo suas caractersticas e formas de manifestao.

Cor geratriz ou primria cada uma das trs cores indecomponveis que, misturadas em propores variveis, produzem todas as cores do espectro. Para os que trabalham com cor-luz, as primrias so: vermelho, verde e azul-violetado. A mistura dessas trs luzes coloridas produz o branco, denominando-se o fenmeno sntese aditiva ilust.

Para o qumico, o artista e todos os que trabalham com substncias corantes opacas cores-pigmento, s vezes denominadas cores de refletncia ou cores-tinta as cores indecom ponveis so o vermelho, o amarelo e o azul ilust. Desde as experincias de Le Blond em , essas cores vm sendo consideradas primrias, re- duzindo-se assim para trs as quatro cores primrias de Leonardo da Vinci vermelho, amarelo, verde e azul.

Com a trade de cores-pigmento opacas o violeta s obtido pela estimulao si multnea de dois grupos de cones da retina. Para tal estimulao os dois processos mais conheci dos so: primeiro, pela mistura ptica de luzes refletidas por pequenos pontos azuis e vermelhos colocados, bem prximos uns dos outros nos trabalhos de pintura e artes grficas ilust 6 , e se- gundo, pela mistura de luzes coloridas refletidas pelo vermelho e azul pigmentrios, em discos rotativos em movimento ilust.

A mistura das cores-pigmento vermelho, amarelo e azul produz o cinza-neutro por sntese subtrativa. Nas artes grficas, pintura em aquarela e para todos os que utilizam cor-pigmento transparente, ou por transparncia em retculas, as primrias so o magenta, o amarelo e o ciano. A mistura dessas trs cores tambm produz o cinza- neutro por sntese subtrativa ilust 4. A superposio de filtros coloridos magenta, amarelo e ciano, interceptando a luz branca, produz igualmente o cinza-neutro.

Cor complementar Desde a poca de Newton, adota-se em Fsica a formulao de que cores complementares so aquelas cuja mistura produz o branco. Segundo Helmholtz, excluin- do-se o verde puro, todas as demais cores simples so complementares de uma outra cor simples, formando os seguintes pares: vermelho e azul-es- verdeado, amarelo e anil, azul e laranja. Em Fsica, cores complementares significam par de cores, complementando uma a outra.

Cor secundria a cor formada em equilbrio ptico por duas cores primrias. Cor terciria a intermediria entre uma cor secundria e qualquer das duas primrias que lhe do origem. Cores quentes so o vermelho e o amarelo, e as demais cores em que eles predominem. Cores frias so o azul e o verde, bem como as outras cores predominadas por eles. Os verdes, violceos, carmins e uma infinidade de tons podero ser classificados como cores frias ou como cores quentes, dependendo da percentagem de azuis, vermelhos e amarelos de suas composies.

Alm disso, uma cor tanto poder parecer fria como quente, dependendo da relao estabelecida entre ela e as demais cores de determinada gama cromtica. Um verde mdio, numa escala de amarelos e vermelhos, parecer frio. O mesmo verde, frente a vrios azuis, parecer quente. Cor natural a colorao existente na natureza. Para a reproduo aproximada de sua infinita variedade, na impresso grfica, alm das cores primrias, so necessrios o branco e o preto.

Cor aparente ou acidental a cor varivel apresentada por um objeto segundo a propriedade da luz que o envolve ou a influncia de outras cores prximas. Cor induzida a colorao acidental de que se tinge uma cor sob a influncia de uma cor indutora. Nessa induo reside a essncia da beleza cromtica. Em certa medida, podemos classificar como induo as manifestaes dos contrastes simultneos de cores, das mutaes cromticas e do fenmeno da cor inexistente.

Cor retiniana a cor caracterizada pela maior participao da retina em sua produo, transmitindo ao crebro impresses que retm, alteram, sintetizam ou totalizam o efeito dos estmulos recebidos. So cores retinianas as imagens posteriores, as misturas pticas, os efeitos de deslumbramento e as sensaes coloridas produzidas por presso base do globo ocular, etc.

Cor irisada a que apresenta fulguraes anlogas s cores espectrais, comuns nas asas de borboletas e nas refraes de um modo geral. Cor dominante a que ocupa a maior rea da escala em determinada relao cromtica. Cor local conjunto de dados e circunstncias acessrios que, numa obra de arte, caracteriza o lugar e o tempo. Cor crua a cor pura, que no apresenta gradaes. Cor falsa a que destoa do conjunto. Cor cambiante a que varia segundo o ngulo em que se coloca o observador em relao ao objeto colorido.

Cor inexistente a cor complementar formada de entrechoques de tonalidades de uma cor levadas ao paroxismo por ao de contrastes. O elemento novo a possibilidade de controlar tecnicamente o fenmeno e enquadr- lo em bases prticas, de acordo com a distncia em que se coloque o observador e os vrios tons de cor da pintura observada, a qual deve tambm obedecer a padres de forma preestabelecidos.

Colorido, diz-se da distribuio das cores na natureza. Efeito da aplicao de cor-pigmento ou cor tinta sobre uma superfcie. Cor diptrica a produzida pela disperso da luz sobre os vrios corpos refratores: prisma, lminas delgadas bolhas de sabo, manchas de leo sobre a gua , etc.

Cor catptrica, ou simplesmente cor, a colorao revelada na superfcie dos corpos opacos pela absoro e reflexo dos raios luminosos incidentes. Cor parptrica a que aparece na superfcie dos corpos ocasionalmente, quase sempre de maneira fugaz, mas s vezes, tambm, com existncia mais duradoura, uma das formas das cores aparentes ou acidentais.

Cor endptrica - a que surge no interior de determinados corpos transparentes, a exemplo do efeito do espato-de-islndia, ligada a fenmenos de birrefringncia. A Luz "Dentre os estudos das causas e efeitos naturais, o da luz o que tem mais fervorosos cultores. O prprio olho, que a capta, fruto de sua ao, ao longo da evoluo da espcie.

Para aprofundar as pesquisas das particularidades da luz, a Fsica divide seu estudo em duas disciplinas distintas: a primeira, ptica Geomtrica, trata da trajetria dos raios luminosos independentemente da natureza da luz; a segunda. At o sculo XVII definia-se a luz como sendo "o que o nosso olho v, e o que causa as sensaes visuais". Ainda hoje, certos compndios de Fsica a definem "como a radiao que pode ser percebida pelos rgos visuais".

Tal conceito revela-se insuficiente por apoiar-se exclusivamente no sentido humano para definir um fenmeno cujas manifestaes ultrapassam nossas possibilidades sensitivas. Depois das experincias de Herschell sobre as propriedades dos raios infravermelhos, que, passando sem interrupo do limite extremo do vermelho visvel correspondente a , vo at O mesmo ocorre com os raios ultravioleta faixa de a 10 milimcrons , tambm invisveis, mas perfeitamente detectveis e capazes de fazer com que vrios corpos sob sua ao projetem luzes visveis, com radiaes luminescentes.

Apesar de sua distncia do espectro visvel, os raios de Roentgen e os raios gama tm todas as condies para serem includos entre os raios luminosos. Os exemplos citados demonstram claramente que a visibilidade no condio suficiente para a definio da luz, podendo-se mesmo dizer que nem todas as luzes so visveis e que nem todas as sensaes luminosas so provocadas pela luz.

A experincia mostra que, na escurido, uma simples presso no olho altura da raiz do nariz faz surgir a sensao de formas luminosas. Muitas das cores patolgicas e das aberraes cromticas no tm relao direta com a luz, sendo fruto exclusivo de funes e de dis- funes orgnicas. A luz tem sua existncia condicionada pela matria.

O mundo material apresenta-se-nos sob duas formas principais: substncia e luz. Modernamente, na busca de maiores conhecimentos da gnese e desenvolvimento dessas duas formas, introduziu-se nas pesquisas fsicas a concepo da antimatria como instrumento terico da eletro- dinmica quntica. Por mais variadas que sejam as aparncias do mundo material, as substncias que o compem so constitudas por eltrons portadores de carga negativa , prtons com carga positiva e nutrons desprovidos de carga.

A luz, forma de expresso da matria, radiao eletromagntica, emitida pela substncia. A possibilidade de transformao da substncia em luz desde muito era intuda, devido jnanei- ra evidente como os corpos em combusto produzem luz, ao mesmo tempo em que se consomem, mas a constatao da possibilidade da transformao da luz em substncia uma conquista do nosso sculo. A partir das premissas tericas do fsico ingls Paul Dirac Prmio No- bel de Fsica, , h algumas dcadas atrs foi realizada experimentalmente a transformao de um raio gama raio luminoso em duas partculas substanciais infinitamente pequenas um eltron e um postron.

Emitir luz uma propriedade de todos os corpos quentes, isto. Quando fortemente aqueci dos. Em tais casos, a energia das molculas em movimento transforma-se em luz e, inversamente, a luz absorvida pelas molculas num permanente fluxo de emisso e absoro de quanta inteiros. Um corpo s deixa de emitir luz quando se consegue deter o movimento de suas partculas.

Tal imobilidade o leva a baixar de temperatura, atingindo o zero absoluto. Modificaes substanciais no estudo da luz s iriam ocorrer com os trabalhos de Descartes e Newton, principalmente do ltimo, que inauguraria o caminho da ptica Fsica.

Durante muito tempo acreditou-se serem ir- reconciliveis a teoria da emisso de Newton e os princpios da teoria ondulatria levantados por Huygens, Young e Fresnel. Com as descobertas de Maxwell e Hertz, provando ser a luz radiao eletromagntica, pensou-se de incio na derrocada definitiva das teorias de Newton. No entanto, os trabalhos do fsico alemo Max Planck Prmio Nobel de Fsica, , realizados no incio do sculo, iriam reabrir a questo, ao provar que a luz emitida e absorvida em pores de energia perfeitamente definidas, denominadas quanta ou ftons.

A teoria newtoniana, baseada na emisso corpuscular, recebeu novo alento ao constatarse que a luz se propaga por quanta inteiros, isto , por corpsculos. Com o nvel atual das cincias, chegou-se concluso de que as teorias de Maxwell e Hertz no excluam, obrigatoriamente, as de Newton e de Planck; ao contrrio, em essncia, somavamse e revelavam novos aspectos do fenmeno luz.

Desta nova viso surgiram os estudos paralelos das pticas ondulatria e corpuscular.

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